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	<title>Arquivo de Rapidinhas - C Moreno</title>
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	<title>Arquivo de Rapidinhas - C Moreno</title>
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		<title>TCU recua e transação tributária pode voltar a andar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 23:40:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim, parece ter acabado o impasse criado pelo próprio TCU sobre o uso de prejuízo fiscal e base negativa de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Enfim, parece ter acabado o impasse criado pelo próprio TCU sobre o uso de <strong>prejuízo fiscal</strong> e <strong>base negativa de CSLL</strong> nas transações tributárias. Em decisão anterior, o Tribunal havia limitado esse uso, o que trouxe forte insegurança e, na prática, paralisou novas negociações envolvendo esses saldos.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema era simples: se o prejuízo fiscal e a base negativa fossem tratados como “desconto”, eles entrariam no limite máximo de redução permitido na transação. Com isso, muitas negociações deixavam de fazer sentido econômico para empresas com passivos relevantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, o TCU reviu esse entendimento e reconheceu que esses saldos não são desconto, mas uma forma de quitação complementar da dívida. Ou seja, primeiro aplicam-se os descontos cabíveis; depois, em determinadas situações, o contribuinte pode usar prejuízo fiscal e base negativa para amortizar parte do saldo remanescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa avaliação, a decisão devolve racionalidade à transação tributária, especialmente para empresas com dívidas federais de difícil pagamento e que acumulam prejuízos fiscais ou base negativa de CSLL.</p>
<p style="text-align: justify;">O efeito prático é relevante: a expectativa é que a PGFN volte a avançar com novos editais e transações individuais, inclusive em casos envolvendo empresas em recuperação judicial ou com maior dificuldade financeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, a transação tributária volta a ganhar força como alternativa para reorganização de passivos fiscais. Para empresas com débitos federais relevantes, o momento é de reavaliar se o uso de prejuízo fiscal e base negativa pode tornar uma negociação viável.</p>
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		<title>Reforma tributária já chega ao Judiciário antes mesmo de começar para valer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 23:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira grande notícia não está apenas no mérito da decisão, mas no fato de que a reforma tributária já...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A primeira grande notícia não está apenas no mérito da decisão, mas no fato de que a reforma tributária já começou a ser judicializada. A Justiça do Distrito Federal afastou a cobrança de IBS sobre operações de fornecimento de bens destinados à exportação, mesmo quando realizadas por meio de trading ou empresa comercial exportadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática, a decisão reconhece que a exportação indireta também deve ser desonerada. Ou seja, se a mercadoria é vendida no Brasil com destino final ao exterior, a operação não deveria sofrer tributação apenas porque houve uma empresa intermediária na cadeia.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto central da discussão está nos requisitos criados pela regulamentação da reforma tributária. Pela nova regra, a desoneração ficaria condicionada ao cumprimento de exigências como regularidade fiscal, patrimônio mínimo e certificações específicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa avaliação, esses requisitos podem restringir indevidamente o alcance da desoneração das exportações, especialmente para pequenas e médias empresas, que muitas vezes operam com estrutura mais enxuta e dependem de tradings para acessar o mercado internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A decisão ainda não é definitiva e pode ser revista pelos tribunais. Mesmo assim, ela abre uma frente importante de discussão sobre os limites da regulamentação da reforma tributária e sobre a necessidade de preservar a competitividade das exportações brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, embora houvesse grande expectativa de que a reforma tributária reduziria o contencioso fiscal, o que começamos a ver na prática é o caminho contrário: novas regras, novos requisitos e novas discussões judiciais.</p>
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		<title>STJ permite partilha amigável com divisão desigual entre herdeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 23:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a divisão desigual de bens entre herdeiros não impede a homologação de uma...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a divisão desigual de bens entre herdeiros não impede a homologação de uma partilha amigável, desde que todos sejam maiores, capazes e estejam de acordo com a forma de divisão. No caso analisado, um plano de partilha previa que um herdeiro receberia parcela superior à do outro, o que havia sido recusado pelas instâncias anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o STJ, a lei busca a maior igualdade possível na partilha, mas não exige igualdade absoluta. Assim, se os herdeiros concordam livremente com a divisão e não há incapazes envolvidos, a vontade das partes deve ser respeitada. Eventuais reflexos tributários, como possível incidência de ITCMD sobre eventual excesso de quinhão, devem ser analisados pelo Fisco, mas não impedem, por si só, a homologação da partilha.</p>
<p style="text-align: justify;">A decisão reforça a valorização dos acordos familiares em inventários e traz mais segurança para partilhas consensuais. Ainda assim, é importante que esse tipo de ajuste seja feito com cuidado técnico, especialmente para evitar questionamentos futuros sobre consentimento, legítima dos herdeiros necessários e impactos tributários.</p>
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		<title>Paciente passa a ter sua vontade respeitada por lei em decisões médicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 23:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As diretivas antecipadas de vontade passam a ter força de lei no Brasil com a Lei 15.378/2026, que institui o...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As diretivas antecipadas de vontade passam a ter força de lei no Brasil com a Lei 15.378/2026, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. Agora, esse documento, no qual a pessoa registra quais tratamentos aceita ou recusa, deve ser obrigatoriamente respeitado quando o paciente não puder se manifestar.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova legislação define essas diretivas como uma declaração escrita sobre cuidados, procedimentos e tratamentos, garantindo que a decisão previamente tomada prevaleça mesmo em situações críticas, como risco de morte ou incapacidade. Diferentemente do que ocorria antes, quando havia margem para interpretações, a lei estabelece de forma clara que tanto familiares quanto profissionais de saúde devem cumprir essa vontade.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto relevante é que o paciente pode indicar um representante para tomar decisões em seu nome, sempre seguindo o que foi previamente definido no documento. A lei também incentiva a formalização e o registro dessas diretivas junto aos serviços de saúde, facilitando o acesso quando necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, o ordenamento jurídico passa a oferecer maior segurança sobre decisões médicas em momentos de vulnerabilidade, reforçando o direito do paciente de decidir previamente sobre seu próprio tratamento.</p>
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		<title>Lei regulamenta guarda compartilhada de pets em caso de separação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 23:11:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já está em vigor no Brasil a Lei 15.392/2026, que estabelece regras para a definição da guarda e da divisão...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Já está em vigor no Brasil a Lei 15.392/2026, que estabelece regras para a definição da guarda e da divisão das despesas de animais de estimação quando não houver acordo entre as partes após o fim de um relacionamento. A norma prevê que o pet será considerado de propriedade comum quando tiver convivido majoritariamente com o casal, cabendo ao juiz definir a custódia compartilhada nesses casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo texto, os custos do dia a dia, como alimentação e higiene, deverão ser arcados por quem estiver com o animal no período correspondente, enquanto despesas veterinárias, medicamentos e outros gastos relevantes serão divididos igualmente entre as partes. A lei também determina que não será admitida a guarda compartilhada quando houver histórico ou risco de violência doméstica, ou ainda casos de maus-tratos contra o animal, situações em que a posse será atribuída à outra parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a legislação prevê hipóteses de perda da posse, como o descumprimento das regras estabelecidas para a guarda ou a renúncia à custódia. A medida surge em resposta ao aumento de conflitos judiciais envolvendo animais de estimação após o término de relações, trazendo parâmetros legais mais claros para essas situações.</p>
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		<item>
		<title>STJ Entende que Código de Defesa do Consumidor Deve Ser Aplicado às Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 23:11:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em recente decisão, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) se posicionou no sentido de que as Sociedades Prestadoras de Serviços...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em recente decisão, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) se posicionou no sentido de que as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais devem observar o Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de importante decisão que deve trazer maior segurança para o setor.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são raros os casos de fraudes envolvendo corretoras de ativos virtuais, na medida em que são elas as empresas que promovem as relações transacionais a compra, venda e troca de criptoativos.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esta nova decisão, cria-se importante precedente para proteger os usuários das exchanges, na medida em que poderão responsabilizar diretamente os prestadores que oferecerem operações com potenciais fraudes, seja em razão de investimentos com a promessa de elevados retornos financeiros, seja por questões relacionadas à guarda dos ativos (registro em wallet).</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso mesmo é que uma boa assessoria jurídica deve sempre preceder a contratação de uma Exchange, com o objetivo de minimizar riscos jurídicos associados à contratação do serviço ou mesmo em relação à forma de operação.</p>
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		<item>
		<title>TRF3 Mantém Aumento do Lucro Presumido em 10%</title>
		<link>https://cmoreno.com.br/trf3-mantem-aumento-do-lucro-presumido-em-10/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 23:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na esteira da redução dos benefícios fiscais em 10%, a Lei Complementar nº 224/2025 trouxe consigo a majoração da tributação...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na esteira da redução dos benefícios fiscais em 10%, a Lei Complementar nº 224/2025 trouxe consigo a majoração da tributação do IRPJ e da CSLL sob a sistemática do Lucro Presumido.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde então, diversos contribuintes passaram a questionar a legalidade deste novo aumento da carga tributária.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais argumentos utilizados pelos contribuintes para tentar afastar esse aumento da carga tributária são as ofensas à capacidade contributiva e à isonomia, assim como a ofensa ao conceito de renda.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) tem se posicionado contrariamente aos contribuintes.</p>
<p style="text-align: justify;">No entendimento do Tribunal, o regime do Lucro Presumido nada mais é do que um sistema de tributação facultativo colocado à disposição dos contribuintes que atendam a determinados requisitos previstos em lei, regime jurídico este que pode ser perfeitamente alterado pela lei.</p>
<p style="text-align: justify;">O Tribunal fundamenta, ainda, que:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>a LC 224 modificou a base de cálculo do IRPJ e da CSLL apurados sob a sistemática do Lucro Presumido, o que se coaduna perfeitamente com o disposto no artigo 146, III, “a”, da Constituição Federal;</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>a majoração alcança um acréscimo patrimonial de cunho econômico, e não imaterial ou meramente jurídico, estando respeitada, portanto, a capacidade contributiva do contribuinte;</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>não se verifica ofensa ao princípio da capacidade contribuitiva, isonomia e livre concorrência, na medida em que a LC 224 estabelece que uma grandeza de receita superior a 5 milhões de reais é que estará sujeita a uma alíquota maior.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Muito embora as poucas liminares favoráveis ao afastamento da majoração trazida pela LC 224, é importante destacar que a tese vem sofrendo resistência, ao menos no TRF3.</p>
<p style="text-align: justify;">Como todo questionamento tributário de cunho constitucional, será necessário seguir com as medidas judiciais até o Supremo Tribunal Federal, para que este dê a palavra final sobre o assunto.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>TRF-3 afasta trava do TCU sobre uso de prejuízo fiscal e base negativa após descontos da transação</title>
		<link>https://cmoreno.com.br/trf-3-afasta-trava-do-tcu-sobre-uso-de-prejuizo-fiscal-e-base-negativa-apos-descontos-da-transacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 22:49:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transação tributária federal permite, em determinadas hipóteses, o uso de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL para quitação...</p>
<p>O post <a href="https://cmoreno.com.br/trf-3-afasta-trava-do-tcu-sobre-uso-de-prejuizo-fiscal-e-base-negativa-apos-descontos-da-transacao/">TRF-3 afasta trava do TCU sobre uso de prejuízo fiscal e base negativa após descontos da transação</a> apareceu primeiro em <a href="https://cmoreno.com.br">C Moreno</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A transação tributária federal permite, em determinadas hipóteses, o uso de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL para quitação de parte da dívida. A sistemática funciona da seguinte forma: primeiro, aplicam-se os descontos negociados, que podem chegar a até 65% do crédito. Depois, sobre o saldo remanescente, a regulamentação da PGFN admite a quitação de até 70% com prejuízo fiscal e base negativa de CSLL.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema é que o TCU passou a adotar entendimento restritivo sobre esse modelo. Na prática, a Corte de Contas vinha sustentando que a utilização de prejuízo fiscal e base negativa não poderia gerar, em conjunto com os descontos da transação, uma redução econômica superior ao teto de 65%. Com isso, o uso desses créditos ficava fortemente limitado, mesmo quando a regulamentação da própria PGFN autorizava sua utilização sobre o saldo remanescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse contexto que surgiu a decisão do TRF-3. O Tribunal manteve liminar favorável ao contribuinte e afastou, no caso concreto, essa limitação imposta pelo TCU, permitindo o uso de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL nos termos previstos na regulamentação da transação tributária.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa avaliação, a decisão é importante porque preserva a lógica do modelo desenhado pela PGFN. Se a norma autoriza, após a aplicação dos descontos, a liquidação de parcela relevante do saldo remanescente com prejuízo fiscal e base negativa, não parece adequado impor, por via interpretativa, uma trava que esvazie a utilidade prática desse mecanismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O precedente é especialmente relevante para empresas em reestruturação ou com passivo tributário elevado, já que, em muitos casos, a possibilidade de utilizar esses créditos é justamente o que torna a transação economicamente viável.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar disso, o tema ainda está longe de pacificação definitiva. A controvérsia deve continuar, tanto na esfera judicial quanto no âmbito administrativo, o que recomenda cautela na estruturação de transações que envolvam o uso desses créditos.</p>
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		<title>Medida Provisória Cria Subsídio para o Óleo Diesel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 22:49:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Medida Provisória nº 1.340/2026 instituiu um mecanismo de subvenção econômica voltado à comercialização de óleo diesel no Brasil, com...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Medida Provisória nº 1.340/2026 instituiu um mecanismo de subvenção econômica voltado à comercialização de óleo diesel no Brasil, com o objetivo de reduzir ou conter o preço do combustível no mercado interno.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática, o Governo Federal passa a conceder um valor de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores de diesel, desde que esses agentes comercializem o produto dentro de um preço de referência estabelecido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Trata-se de uma intervenção direta na formação de preços, com a finalidade de mitigar impactos inflacionários e preservar a estabilidade econômica.</p>
<p style="text-align: justify;">A lógica da medida é simples: ao subsidiar parte dos custos dos fornecedores, o Governo cria condições para que o diesel seja vendido a um preço mais baixo ao consumidor final.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que o diesel é um insumo essencial para o transporte de mercadorias, a redução ou contenção de seu preço tende a gerar efeitos indiretos relevantes, como a diminuição dos custos logísticos e, consequentemente, uma possível desaceleração no aumento dos preços de produtos e alimentos. Ainda assim, é importante destacar que essa redução não é automática, pois depende do repasse efetivo do benefício pelas empresas ao mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto relevante é que a subvenção possui caráter temporário e limites bem definidos. A medida é válida até 31 de dezembro de 2026 ou até que seja atingido o teto de R$ 10 bilhões em recursos públicos destinados ao programa.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, foram estabelecidas regras rigorosas de controle e fiscalização, incluindo a exigência de habilitação prévia dos agentes econômicos e o compartilhamento de informações fiscais com órgãos governamentais. Paralelamente, o governo aumentou significativamente a tributação sobre a exportação de diesel, o que desestimula a venda do produto ao exterior e reforça o abastecimento do mercado interno.</p>
<p style="text-align: justify;">Em síntese, a subvenção ao diesel representa uma estratégia de curto prazo para controlar preços e reduzir pressões inflacionárias, especialmente em um cenário de instabilidade econômica ou aumento dos custos energéticos. Embora possa trazer benefícios relevantes ao consumidor e à cadeia produtiva, seus efeitos são limitados no tempo e dependem da efetiva implementação e fiscalização das regras impostas aos agentes do setor.</p>
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		<title>Gross Up do ICMS Não Gera Crédito Complementar de PIS/COFINS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[TI CMORENO]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 22:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rapidinhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por meio da Solução de Consulta COSIT 23/2026, a Receita Federal analisou a questão da possibilidade de apuração de crédito...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por meio da Solução de Consulta COSIT 23/2026, a Receita Federal analisou a questão da possibilidade de apuração de crédito complementar de PIS/Cofins em razão da exclusão do ICMS da base de cálculo das aludidas contribuições, como consequência das modificações trazidas nas Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003 por meio da Lei nº 14.592/2023.</p>
<p style="text-align: justify;">A tese defendida pelos contribuintes sustenta que a Lei nº 14.592/2023 modificou o conceito daquilo que deveria ser excluído a título de ICMS das bases de cálculo do PIS e da Cofins. Embora a tese fixada através do Tema 69 pelo STF mencionasse que deveria ser excluído o <em>ICMS destacado</em>, a lei 14.592, que é posterior ao referido julgamento, determinou que deve ser excluído o <em>ICMS incidente</em> sobre a operação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ser o ICMS um tributo indireto, o tributo compõe a sua própria base, de forma que, na visão dos contribuintes, é necessário fazer o <em>gross up</em> da base para excluir o ICMS efetivamente incidente sobre a operação, e não meramente o valor destacado em nota fiscal, o que geraria um crédito complementar em favor dos contribuintes.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, a Receita Federal sustentou que a técnica de <em>gross up</em> serve apenas para definição de preço do produto, sem influência sobre a base de cálculo das contribuições. Em longo exercício numérico, a Receita tenta sustentar que não há diferença que gere crédito complementar em favor dos contribuintes, e que eventual diferença consistirá em receita em favor dos contribuintes que deixou de ser tributada, não havendo que se falar em crédito complementar.</p>
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